Ser Mãe - Com Ana Augusta Soares

de Dobro Comércio de Alimentos e Bebidas Ltda em May 07, 2020
A sociedade tem uma crença muito forte de que quando a mulher vira mãe, isso significa que ela irá deixar de lado seus sonhos para se dedicar exclusivamente aos filhos, vivendo a vida deles e esquecendo totalmente que também tem uma. Está mais do que na hora de quebrar essas concepções, e por isso, conversamos com uma das atletas de nossa comunidade que não escolheu nenhum lado, faz o que ama sem deixar para trás os cuidados e momentos com os filhos. Mãe, Triatleta, Advogada atuante em direito médico e da saúde, essa é a Ana Augusta.
Em sua primeira gravidez, em 2014, Ana Augusta nos contou que ainda não praticava triathlon, e passou durante um ano se dedicando totalmente ao filho, João. Estava se sentindo perdida e com a cabeça vazia, e mesmo que já estivesse trabalhando na época, não era com a mesma intensidade de hoje em dia. Foi um período difícil para ela, principalmente por ter desenvolvido uma depressão pós parto em sua segunda maternidade, com Clara, mas esse cenário se reverteu quando a atleta se redescobriu através do esporte.
Atualmente, a importância de uma boa disciplina e momentos de distrações para si mesmo são evidentes para Ana Augusta. Ela comenta que a prova disso é a época intensa em que estamos vivendo em quarentena, sem poder sair de casa, que acaba deixando a gente muito mais tenso e sem paciência, e quando realizamos aquela atividade que gostamos e sentimos prazer, voltamos com maior disposição e motivação para nos dedicarmos àqueles que amamos. E para a atleta, o seu momento ideal é a hora do treino:
“Eu respeito todos os tipos de maternidade, mas eu AMO, e acredito muito que a gente tendo muito mais disposição, a gente chega mais renovada. Principalmente ao esporte, eu acredito absurdamente que ele transforma, ele desafia, ele humaniza, ele dignifica a gente, ele ressignifica também!”
                     
Os filhos de Ana muitas vezes pedem para que ela fique em casa e brinque com eles, então desde pequenos, tenta passar o que acredita: “Eu preciso sair porque eu amo trabalhar, porque eu também amo treinar tão quanto eu amo ser a mãe deles. A mamãe vai sair, e a mamãe volta. Isso vai fazer tão bem pra mim, que eu vou voltar mais feliz, mais alegre, e vou ter mais disposição para brincar.” Esses recursos são essenciais para Ana! E, ela mesma afirma que tem uma planilha de exercícios que dá um norte para seu dia a dia, o que também ajuda a exercer a maternidade com mais felicidade, mais do que já exerce.
Com 33 anos, mãe de dois filhos pequenos, atleta, advogada atuante e casada, Ana Augusta tem sempre com ela a ideia de que o exercício da maternidade não é incompatível com absolutamente nada. Manter sua própria vida e ao mesmo tempo cuidar dos filhos não é uma tarefa fácil, principalmente quando queremos tentar sair do 8 ou 80, mas é necessário que tentemos buscar estar no 40, criando um equilíbrio em nossas vidas. Quando fazemos aquilo que gostamos, nosso humor melhora e ficamos mais felizes, impactando os outros ao nosso redor.
Ser mãe não quer dizer que a vida acabou, ser mãe é ter responsabilidade e aprender a lidar com ela. Ser mãe é se descobrir e redescobrir. Ser mãe é cuidar do outro e cuidar de si mesma. Ser mãe é ser frágil e forte ao mesmo tempo. Ser mãe é ensinar e aprender todos os dias. Ser mãe é ser atleta. Ser mãe é trabalhar onde quiser. Ser mãe é viajar pelo mundo. Ser mãe é estudar e se formar. Ser mãe é sonhar. Ser mãe é dar muito amor e mesmo assim ter de sobra para se amar.
  
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